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Issa Diop (Fulham) estreou-se por Marrocos no meio da crescente disputa com o Senegal

Issa Diop optou por representar Marrocos
Issa Diop optou por representar MarrocosREUTERS / Chris Radburn

No meio da polémica em torno da retirada do título da Taça das Nações Africanas ao Senegal, e da atribuição do troféu a Marrocos, a estreia internacional de Issa Diop, na sexta-feira, revelou-se irónica e, ao mesmo tempo, um golpe de relações públicas.

Recorde as incidências da partida

O defesa do Fulham nasceu em França e representou o país nos sub-21, mas na quinta-feira viu o seu pedido para mudar de nacionalidade para Marrocos ser aprovado pela FIFA, o organismo máximo do futebol mundial, tendo sido imediatamente chamado ao onze inicial para o empate 1-1 frente ao Equador, em Madrid.

Diop, cujo pai é senegalês e a mãe marroquina, já tinha recusado convites de ambos os países para os representar, mantendo a esperança de poder jogar por França.

O jogador de 29 anos afirmou várias vezes que queria jogar pelos Les Bleus, mas sem qualquer chamada do selecionador francês Didier Deschamps, acabou por aproveitar a oportunidade de poder disputar o Mundial por Marrocos.

“Fiquei muito feliz por jogar numa equipa com muitos bons jogadores e penso que tomei uma boa decisão”, afirmou Diop após o jogo de sexta-feira.

Diop reuniu-se com o novo selecionador de Marrocos, Mohamed Ouahbi, e com o presidente da Federação Marroquina, Faouzi Lekjaa.

“Explicaram-me a sua visão e fui recebido de braços abertos por um grupo alegre de jogadores, com um excelente ambiente no estágio”, referiu.

Os norte-africanos têm um histórico de procurar de forma persistente jogadores com ligações ao país que possam reforçar a sua seleção, mas esta é a primeira vez que vencem uma disputa direta por lealdade de um jogador com outro país africano.

O Senegal também recorre bastante à sua diáspora em França, e dos 28 jogadores que conquistaram a Taça das Nações em Marrocos, em janeiro, 12 nasceram em solo francês.

Esta semana, o Senegal contestou formalmente a decisão do Conselho de Apelo da Confederação Africana de Futebol de lhes retirar o título.

Foi decidido que a equipa senegalesa perdeu a final em Rabat, a 18 de janeiro, por ter abandonado o relvado em protesto contra um penálti potencialmente decisivo assinalado a favor de Marrocos, tendo agora remetido o caso para o Tribunal Arbitral do Desporto.

A troca de posições entre os dois países prosseguiu na sexta-feira, quando o Senegal realizou uma conferência de imprensa antes do particular de sábado frente ao Peru, perante uma faixa onde se lia “Campeões de África”.

Espera-se que exibam o troféu da Taça das Nações aos adeptos antes do encontro no Stade de France.

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