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Reportagem Flashscore: Show, desorganização e protestos nos três retratos da abertura do Mundial-2026

Manifestantes entraram em conflito com polícia mexicana
Manifestantes entraram em conflito com polícia mexicanaREUTERS/Fred Ramos

Se dentro do Estádio Azteca o cenário foi de celebração, música e festa, durante a abertura do Mundial-2026, esta quinta-feira, do lado de fora a realidade foi completamente diferente.

Os protestos, que já vinham tomando as ruas da Cidade do México nos dias que antecederam a abertura do Mundial-2026, ganharam novos capítulos durante o evento, com registos de confrontos entre manifestantes anti-Mundial e forças de segurança.

Confira a tabela do Mundial-2026

Desde a chegada da equipa do Flashscore ao México, ainda na véspera da abertura, já era possível perceber um ambiente de forte tensão social. As manifestações lideradas por professores acabaram por receber o apoio de outras organizações e movimentos, ampliando a mobilização e transformando diversas áreas da capital mexicana em palco de protestos.

A cena remeteu imediatamente ao que foi vivido no Brasil durante o Mundial-2014. O discurso do “não vai ter Mundial”, que marcou aquela competição, reaparece agora em solo mexicano, acompanhado por confrontos, bloqueios e episódios de violência nas ruas. Em alguns momentos, o cenário lembrou verdadeiras batalhas campais entre manifestantes e policiais.

O contraste não poderia ser maior. Enquanto milhares de adeptos cantavam, celebravam e transformavam o Azteca num espetáculo de cores e emoção, do lado de fora o país expunha as suas insatisfações e conflitos. Assim, o início do Mundial-2026 no México fica marcado por três imagens distintas: a festa contagiante nas bancadas, a desorganização observada na operação do evento e a tensão social que toma conta das ruas da capital mexicana.

Imprensa a sofrer

Outro detalhe que deixou a desejar: o trabalho da imprensa foi bastante prejudicado pela falta de conetividade em vários pontos do estádio, a começar pela sala de imprensa, local no qual as quedas de internet eram constantes.

O mesmo repetiu-se na tribuna de imprensa e no campo, onde fotógrafos não conseguiam o acesso básico a cabos de rede. Os voluntários até tentavam orientar o público, mas a desinformação era constante, com várias pessoas a terem de fazer verdadeiras peregrinações para saber os seus lugares, inclusive os profissionais da comunicação social. Um dia de contrastes nítidos num palco histórico.

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